Como o brincar pode ajudar no desenvolvimento infantil?

Como o brincar pode ajudar no desenvolvimento infantil?

Cada criança é um ser único que aprende da sua maneira, em seu ritmo, mas é importante estar atento ao desenvolvimento esperado para cada faixa etária.

Principalmente, nas questões da fala, do andar, pois tanto a falta de estímulos, quanto os estímulos demasiados e fora do percurso natural podem acarretar problemas futuros.

Mas como você pai pode identificar? Diante dessas situações, vocês pais, cuidadores, precisam estar atentos a qualquer sinal de retardo no desenvolvimento da criança.

O que é Primeira Infância?

Após o nascimento, desde os primeiros meses de vida, o bebê precisa ser estimulado através de interações para que obtenha uma boa capacidade cognitiva e desenvolva percepções motoras, visuais, auditivas e através de conversas para que desenvolva a linguagem oral.

Quando a criança pedir algo somente apontando com o dedo, é importante que os pais estimulem que ela diga verbalmente o que precisa, pois, é uma forma de ajudá-la a desenvolver a linguagem. Não se deve repetir palavras erradas como reforço de algo bom. 

Além disso, o processo de imitação de sons, palavras e movimentos, dos 2 aos 6 anos, são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo e a construção de memórias.

Dica para você sobre essa faixa etária: é importante que os adultos procurem dar bons exemplos, como falar corretamente, a fim de evitar que a criança pronuncie repetidamente algo engraçado, porém errado. 

Do Maternal ao Ensino Fundamental, o que preciso saber?

Sabia que por volta dos 3 a 7 anos as crianças costumam ampliar o vocabulário, a atenção, a percepção, a capacidade de lembrar dos fatos e as habilidades de interação.

Já dos 7 aos 11 anos, aparece com muita intensidade o autocontrole, autorregulação e autoconsciência. As crianças já se tornam capazes de verbalizar os sentimentos, compreender os perigos reais e as regras do mundo adulto.

Fique atento a essa situação: em caso dos pais, cuidadores e professores notarem alguma dificuldade no desenvolvimento ou aprendizagem da criança, é imprescindível que busquem ajuda de profissionais da psicologia.

Como identificar que algo pode estar errado?

Veja a seguir fatores no quais os cuidadores devem ter atenção durante todo o desenvolvimento da criança:

  • Recém-nascido: não reage a movimentos; não move a cabeça; não emite sons. 
  • 3 a 9 meses: não tem interesse social; não responde ao sorriso, se mantém apático ou com muita irritabilidade; não emite sons; não se interessa ou segura objetos; não se sustenta sentado; não imita sons.
  • 1 a 3 anos: não interage com brinquedos ou com outras crianças; não responde quando é chamada pelo nome; não fala palavras ou frases curtas; tem pouca relação afetiva com pessoas próximas.
  • 3 a 7 anos: não tem agilidade no andar, correr e pular; linguagem pouco desenvolvida; raramente faz perguntas; não aprende a fazer atividades diárias sozinha, como se vestir, escovar os dentes, tomar banho, etc. 
  • 7 a 11 anos: sinais de baixa autoestima; impulsividade; desatenção; dificuldade de memorização; isolamento social; resistência a ordens e regras; indecisão frente a situações simples; ansiedade. 

Agora, quais são os 5  transtornos psicológicos mais comuns em crianças?

Veja a seguir alguns transtornos que as crianças podem desenvolver e seus sintomas principais:

  • Depressão infantil – Distúrbio do humor que se manifesta através da tristeza em excesso, isolamento social, medo de se separar dos pais e falta de energia e/ou interesse em brincar, às vezes falta de apetite, irritabilidade, sentimento de inferioridade em relação aos amiguinhos, entre outros.
  • Ansiedade – Nas crianças interfere em brincadeiras com colegas, rendimento escolar e convivência familiar, pois elas acabam desenvolvendo uma diversidade de medos e preocupações. 
  • Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) – A criança costuma apresentar sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Muitas vezes, cometem erros por falta de atenção e tem dificuldade para seguir instruções simples. 
  • Transtorno Desafiador Opositivo – A criança desobedece e desafia os pais ou figuras de autoridade, como professores e familiares mais velhos. Costuma, violar regras, ser maldosa e brigar com os outros de propósito..
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA) – as características principais de uma criança com TEA são dificuldade de comunicação e interação social, podendo ser hiperativa ou muito passiva. 

Entenda que a criança também tem sentimentos, e quando algo a preocupa, que a faz sentir-se mal, às vezes faz com que você sinta vontade de chorar, de brigar com alguém ou de ficar sozinho.

Dica: As crianças também têm problemas, assim como os adultos. Os sinais podem ser observados através de comportamentos e expressões emocionais delas.

Você sabe a importância do brincar para o desenvolvimento da criança?

Para um desenvolvimento saudável é preciso que as crianças sejam sempre estimuladas. Diante disso, vale ressaltar que o brincar é muito importante no processo de construção do conhecimento, através da brincadeira a criança passa a se inserir na sociedade, aprende a compartilhar, tolerar, compreender.

As crianças brincam com seus sentimentos melhor do que falam sobre eles. Assim, os terapeutas de crianças escutam, observam e ajudam-nas a compreender suas emoções enquanto elas recreiam-se.

Os materiais lúdicos são instrumentos fundamentais para a psicoterapia infantil, pois, podem ser utilizados pelo psicoterapeuta como uma forma de ensiná-las a se comportar de forma adequada frente a determinadas situações e auxiliá-las no desenvolvimento social, físico, emocional e intelectual.

Nas brincadeiras de faz de conta, as crianças usam a imaginação e fazem representações do mundo adulto, ao ouvir e ler historinhas, ampliam o vocabulário e despertam curiosidade, nos desenhos, conseguem expressar seus sentimentos e desenvolver habilidades motoras com as mãos.

Hoje em dia, existem diversos jogos com propostas pedagógicas para cada idade, disciplina e objetivo. 

Quanto mais as crianças conversam sobre o que sentem, mais seus problemas vão ficando menores. Melhorar requer esforço e cuidado e é possível com o trabalho de um profissional dedicado.

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